LANCEPRESS! - 26/11/2012 - 16:37 São Paulo (SP)
O superintendente Roberto Troncon Filho, que comandou a Operação Durkheim, concedeu entrevista coletiva na tarde desta segunda-feira para esclarecer a ação da Polícia Federal, que na madrugada desta segunda-feira deteve Marco Polo Del Nero, presidente da Federação Paulista de Futebol (FPF) e vice-presidente da Conderação Brasileira de Futebol (CBF). Apesar dos oficiais negarem envolvimento do caso com o futebol, a polêmica já chegou ao secretário-geral da Fifa, Jerome Valcke, que prometeu informar o Comitê de Ética sobre as investigações.
- Neste caso, como tem muita especulação, só podemos dizer que não há nada a respeito ao futebol. Não cabe a nós dizer as pessoas que estão sendo investigadas, procede em segredo de justiça. O que podemos dizer é que ele foi ouvido - disse o delegado Valdemar Latance Neto.
Nesta madrugada, a Polícia Federal cumpriu o mandado de busca e apreensão na casa do cartola. Além de documentos e computadores apreendidos, Del Nero teve de prestar depoimento em uma delegacia em Pinheiros. Em seguida, ele foi liberado e viajou para o evento Soccerex, que acontece no Rio de Janeiro.
De acordo com a Polícia Federal, as investigações foram abertas depois de um policial em Campinas se suicidar em 2010. Antes, ele havia acusado policias de participarem de ações corruptas, o que deu inicío à Operação Durkheim, em setembro do ano passado.
Entre os investigados estão dez policiais e integrantes de um grande escritório de advocacia. Dentre as vítimas estão: um senador, um ex-ministro, dois prefeitos, uma filial de emissora de televisão e diversas pessoas.
A operação investiga duas organizações, uma especializada na venda de informações sigilosas e outra envolvida em crimes contra o sistema financeiro nacional. Além de São paulo, Goiás, Distrito Federal, Pará, Pernambuco e Rio de Janeiro fazer parte do inquérito.
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