Angioni explicou a política de contratações para o
ano (Foto: Eric Luis Carvalho/Globoesporte.com)
O Bahia se apresentou nesta quinta-feira para a temporada de 2013. Dos 26 jogadores esperados na reapresentação, apenas três eram novidades. O goleiro Douglas, que não apareceu, o atacante Thuram e o zagueiro Brinner. As poucas contratações retratam a política do clube. Poucos reforços e para posições pontuais.
Segundo o diretor de futebol, Paulo Angioni, a tendência é que o Bahia contrate pouco. A ideia é seguir confiando no grupo que desde 2011 mantém a mesma base. O diretor explicou as três contratações anunciadas para a temporada
- No futebol é muito difícil dizer o que é suficiente. O dinamismo é muito grande no futebol, mas por hora, vamos contratar o menos possível. Contratamos apenas nas posições em que se tinha necessidade de preenchimento. Principalmente o Brinner, já que só tínhamos três zagueiros no grupo. Já o goleiro (Douglas) é uma situação que já estava construída desde ano passado. O atacante (Thuram) é um jogador por acaso da Bahia e que tem um irmão que joga na base do Bahia. É um jogador que teremos que ter um pouco mais de paciência. Ele está em processo de formação, mas a gente acredita – disse Angioni em entrevista no CT do Fazendão nesta quinta-feira.
Angioni afirmou que o ataque é um dos poucos setores que devem ser reforçados para a temporada. Além de Thuram, pelo menos um jogador da posição deve ser contratado.
- Estamos olhando o mercado e acredito que possamos ter uma solução. É realmente necessário agora que perdemos o Rafael. Entendemos a necessidade de nos reforçarmos até porque futebol se ganha fazendo gols – disse Angioni.
O dirigente ainda lamentou a escassez de parcerias com clubes mais capacitados financeiramente, como ocorreu em 2010, quando Corinthians e Flamengo foram parceiros do Tricolor.
- Infelizmente essas parcerias praticamente acabaram. Eles foram muito importante em um momento de drama que foi a Série B. Lá conseguimos algumas ajudas porque o Bahia é um clube muito querido no Brasil. Mas agora na elite, a condescendência diminui. Hoje é mais difícil pegar um jogador que nos interessa e não está em atividade em uma instituição que os clubes paguem salário. O que temos é a possibilidade de fugir da cobrança de um possível empréstimo. Conseguir que os clubes não cobrem para o jogador sair já é uma grande conquista – admitiu o dirigente.
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