sábado, 30 de junho de 2012

Reencontro com o Inter não comove Falcão: 'Ganhar como qualquer outro'

Uma relação de mais de 40 anos ganhará um novo capítulo neste domingo, no estádio de Pituaçu. Por tantas vezes, durante os anos 60, o menino Paulo Roberto Falcão ajudou o pai a carregar blocos de cimento para ajudar na construção do estádio Beira-Rio, onde, anos depois, o já craque Falcão brilharia. A relação entre Falcão e Internacional passa por glórias, alegrias, mas também lágrimas, e agora terá seu momento de rivalidade.

Um dos maiores ídolos da história do Colorado, Paulo Roberto Falcão estará pela primeira vez como treinador do outro lado. Vestindo vermelho, azul e branco, Falcão, técnico do Bahia, espera ver o Internacional derrotado no próximo domingo. Sempre sereno, o treinador conversou com a imprensa nesta sexta-feira e não mostrou muita comoção ao falar do ex-clube. Para ele, a necessidade do Bahia é de ganhar e, por isso, o adversário é visto como qualquer outro.

- Será minha primeira vez enfrentando o Inter como treinador, assim como esse ano foi a primeira vez contra o Vitória, contra o Juazeiro, Juazeirense... É um jogo difícil. É desnecessário falar da condição do Internacional, mas queremos ganhar o jogo. Precisamos ganhar o jogo. Estamos ganhando jogadores e estamos começando a nos qualificar ainda mais para pensar seriamente em subir na tabela.

falcão bahia (Foto: Eric Luis Carvalho/Globoesporte.com)Falcão prefere focar na necessidade de vencer no Brasileirão (Foto: Eric Luis Carvalho/Globoesporte.com)

O treinador destacou que sua relação com o Internacional é baseada na torcida e preferiu não falar sobre mágoas com a atual diretoria, que o demitiu do comando do time, no ano passado.

- Minha relação com o Inter é com o torcedor e hoje com esse grupo, assim como tenho com o do Bahia. Porque tenho uma facilidade de relacionamento que me orgulha muito. Muitos desses jogadores do Inter me ligaram quando o Bahia foi campeão baiano para me parabenizar. Assim como se posicionaram na época da minha demissão. O que fica do futebol são as relações. Títulos também, mas as relações é o que de melhor o futebol proporciona. Essa possibilidade de reencontrar os amigos é que é legal. E amigos que, momentaneamente, durante 90 minutos, tornam-se adversários. Não tenho muito o que falar sobre mágoa. Tudo isso já foi falado – disse Falcão

O treinador reconheceu o apelo do encontro, mas preferiu focar na necessidade do Bahia de vencer.

- Jornalisticamente eu entendo a questão do Falcão contra o Inter, assim como foi Falcão contra o Grêmio, mas minha preocupação é o Campeonato Brasileiro, é o Bahia. Ainda não senti nada de diferente. A única coisa é a vontade de ganhar, que é mesma vontade de ganhar de um time qualquer. Precisamos ganhar, mas sabemos que diante da gente tem muita qualidade.

Falcão e Internacional, um reencontro que terá o Bahia como protagonista de uma história longa e que terá novos contornos após os 90 minutos do próximo domingo.

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