segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Marcelo Lomba, exclusivo ao LNet!: 'No Bahia é a vida que pedi a Deus’

Felipe Sbardella - 31/12/2012 - 08:52 Rio de Janeiro (RJ)

Marcelo Lomba (Foto: Paulo Sérgio)
Marcelo Lomba está feliz no Bahia, clube que defende desde maio de 2011 (Foto: Paulo Sérgio)

Mrcelo Lomba ficou quase 11 anos no Flamengo antes de se transferir para o Bahia, em maio de 2011. O goleiro, que começou na base do CFZ, recebeu poucas oportunidades no Rubro-Negro e, após quase acertar com a Ponte Preta, mudou-se para Salvador, onde é ídolo e garante ser muito feliz com o momento que vive.

De férias no Rio, Marcelo Lomba, em entrevista exclusiva ao LANCE!Net, falou sobre seu bom momento no Bahia, sua passagem pelo Flamengo e o sonho de vestir a camisa da Seleção. Confira:

Como foi sua saída do Flamengo?
Eu substituí o Bruno. Joguei o Brasileiro de 2010 e no final o Vanderlei Luxemburgo chegou e a gente estava brigando contra o rebaixamento. Virou o ano, ele trouxe o Felipe, que era mais experiente, e eu tive de respeitar. Ele chegou para mim e disse que era melhor eu ser emprestado porque via potencial em mim.

Por que não deu certo sua ida para a Ponte Preta?
A Ponte me queria, mas o entrave foi questão de quem iria pagar o salário. Se a Ponte fosse pagar tudo, estava certo. Mas como tinha essa divisão meio a meio, acabou que na forma de pagamento eles não se acertaram. Fiquei três meses treinando em separado e o Bahia me chamou. Treinei quatro dias e estreei na primeira rodada.

Como é sua vida em Salvador?
É a vida que eu pedi a Deus. Lá eu consegui buscar o meu espaço. Além de eles gostarem muito de mim, de me deixar arrepiado, eu sei que eles confiam muito em mim. Quando eu estou dentro de campo em jogos difíceis, tenho certeza que eles confiam em mim por tudo o que eu faço. Então tenho que ser um cara muito amoroso, porque o carinho que eles têm comigo é muito grande. Estou sempre com o sorriso no rosto para atender à torcida, para dar autógrafos, para tirar fotos.

Goleiro destacou a força da torcida do Bahia (Foto: Paulo Sérgio)

Em 2012 o Bahia foi campeão baiano depois de 11 anos. Qual foi a importância desta conquista?
Além desta seca, passou pelas Séries B e C. Lá é praticamente só Bahia e Vitória e mesmo assim a gente não ganhava há 11 anos, então a situação da torcida era de sofrimento. Mas neste ano a gente conquistou, foi uma festa grande.

A torcida do Bahia é conhecida como uma mais fanáticas do Brasil. Como é viver com esse fanatismo no dia a dia?
Nossa média de público no ano passado foi a segunda melhor e esse ano foi a 5. O estádio cabe 32 mil pessoas e a maioria dos jogos tem 30 mil. Para ver como a torcida é fanática. Acho que eles gostam muito de mim porque eles veem a minha vontade em campo e toda a dedicação que eu tenho pelo clube. Sabem que nos treinamentos eu sempre sou o último a sair. Então é recíproco, eu tenho o maior carinho e prazer de estar aqui no clube.

Fale um pouco da vitória por 1 a 0 sobre a Ponte Preta na 36ª rodada do Campeonato Brasileiro. Foi este jogo que praticamente os livraram da queda?
Nós vínhamos de derrota o Sport, que estava logo atrás, vinha de três vitorias. Se nós não ganhassemos da Ponte Preta, provavelmente voltaríamos para a zona de rebaixamento, ai já viu. Com a torcida apaixonada igual a do Bahia, faltando duas rodadas, entrar na zona do rebaixamento seria complicado para conseguirmos jogar (risos). Esta vitória foi crucial.

Você sonha com Seleção e em jogar na Europa?
Com a Seleção, sim. Acho que o atleta tem sempre que pensar em alto nível. Mas ir para a Europa, hoje não está nos planos. O mercado brasileiro está bom, com os clubes pagando bem e em dia para seus jogadores.



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