Maracás é uma das grandes apostas do Bahia
para 2013 (Foto: Divulgação / Esporte Clube Bahia)
Dar mais espaço para os jovens que buscam uma oportunidade no interior do Estado. Este tem sido, nos últimos anos, um dos pedidos da torcida do Bahia. O apelo é reforçado com a lembrança de que foi essa a política quando o time conquistou o título brasileiro em 1988. E é por esse caminho que pode surgir uma nova promessa das divisões de base do Tricolor. Coincidentemente, com a ajuda de Bobô, o grande nome da campanha do bicampeonato brasileiro do time baiano.
Jobson de Brito Gonzaga tem 18 anos e chegou ao Fazendão por acaso. Em 2010, ele fazia parte da seleção de Maracás, cidade do interior da Bahia. A equipe chegou à decisão da Copa Sub-17 de Regiões – organizada pela Superintendência de Desportos do Estado da Bahia (Sudesb), que é dirigida pelo ex-jogador do Tricolor. O time de Jobson chegou à decisão e disputou a final no estádio de Pituaçu em uma preliminar do Bahia. A atuação dele naquele dia foi o suficiente para que portas fossem abertas.
- Nossos observadores estavam acompanhando a decisão e ficaram impressionados. Ele se destacou na final. Nossos observadores viram e conversaram com ele logo depois do jogo. Menos de uma semana depois, ele já estava aprovado e treinando com a gente no Fazendão – lembra o diretor das divisões de base do clube, Newton Mota.
A apresentação do jogador em Pituaçu marcou. Mas se alguém for ao Fazendão procurar por Jobson Gonzaga dificilmente vai encontrá-lo. A chegada dele ao clube proveniente de uma seleção municipal originou o apelido que carrega até hoje: Maracás. Mas ele faz questão de ressaltar que não nasceu lá.
Jogador foi descoberto na Copa Sub-17 de Regiões (Foto: Divulgação / Esporte Clube Bahia)
- Eles me chamam de Maracás, porque eu jogava na seleção de lá e achavam que eu tinha nascido em Maracás, mas eu nasci em Itiruçu – esclarece o zagueiro promissor da base tricolor.
Inspiração no capitão e no Mito
O que chamou a atenção dos observadores do Bahia no único jogo assistido de Maracás foram a personalidade, tempo de bola e segurança do zagueiro. De acordo com Newton Mota, a força física e o tempo de bola são as principais características do atleta. Mas não as únicas.
- Ele faz uma zaga interessantíssima com Robson, mas acho que ele se destaca mais porque se adapta a jogar nos dois lados. É um zagueiro que tem tudo para ser aproveitado no ano que vem. É um zagueiro seguro, com boa saída de bola e que falha pouco – avalia o dirigente.
Zagueiro nasceu em Itiruçu, no interior da Bahia
(Foto: Divulgação / Esporte Clube Bahia)
Para manter o nível das atuações e continuar agradando com a camisa azul, vermelha e branca, Maracás tem dois atletas como inspiração. Um deles veste as mesmas cores. O outro está um pouco longe do Fazendão.
- Minhas principais características são a velocidade e a jogada aérea, tanto na defesa quanto no ataque. Esse ano, inclusive, fiz um gol no segundo jogo da final do Campeonato Baiano Sub-18, contra o Vitória. Me espelho muito no Dedé. Ele é um jogador espetacular. Ele é rápido e se destaca no jogo aéreo. No Bahia, o zagueiro em que me espelho é Titi – revela o jogador.
Torcedor do Bahia desde pequeno, Maracás não vê a hora de entrar em campo com o time profissional. Antes disso, no entanto, vai defender o Tricolor na Copa São Paulo de Juniores. A depender do desempenho dele em solo paulista, poderá ser requisitado já no primeiro semestre de 2013 para integrar o elenco do técnico Jorginho.
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