Caio Carrieri - 14/09/2012 - 21:26 São Paulo (SP)
Mesmo com o anúncio da permanência de Jorginho feito pelo Bahia, o Palmeiras aguardou até a noite desta sexta-feira por uma resposta do treinador. E ela é definitiva: ele seguirá mesmo no Tricolor, apesar da vontade dele de aceitar o convite de suceder Luiz Felipe Scolari, demitido na última quinta-feira.
- Se eu estivesse livre, aceitaria a proposta do Palmeiras na hora - declarou ao LANCENET!.
Satisfeito com o trabalho dele no comando da equipe, o Tricolor bateu o pé e não quis liberar o treinador, que gostaria de retornar ao Palmeiras. O clube soltou nota oficial à tarde anunciando o “fico” de Jorginho.
O treinador tem contrato até 31 de dezembro deste ano e não descarta se transferir para o Palestra Itália na próxima temporada, caso o Verdão volte a manifestar interesse. Mesmo em caso de rebaixamento no Brasileirão - o time é o penúltimo, a sete pontos de sair do Z4.
- A partir do dia 1º de janeiro eu estarei livre e vai ser tranquilo conversar. O problema é que o presidente (Marcelo Guimarães) tinha de vir a público e me liberar. Não adianta, tenho contrato e tenho de cumprir. Esses são meus princípios e não abro mão disso - acrescentou.
Como a postura do Tricolor é de segurar o seu comandante, o Palmeiras até cancelou a viagem de um emissário a Salvador (BA) que estava programada para o início da manhã desta sexta. No fim da noite de quinta-feira, uma ligação do presidente do Bahia, Marcelo Guimarães, a Arnaldo Tirone fez o Verdão abortar o plano inicial. No contato, Guimarães disse a Tirone que não liberaria Jorginho.
Antes disso, Tirone entrou em contato com o técnico. O dirigente nega a ligação, mas Jorginho confirma.
- Disse a ele que, se o Bahia me liberasse, ele e o presidente poderiam se resolver - finalizou.
A ideia do Alviverde era fazer um contrato até o fim de 2013 com ele e oferecer um salário de R$ 280 mil. Atualmente ele recebe por volta de R$ 200 mil mensais na capital baiana.
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