sábado, 15 de setembro de 2012

Focado no Bahia, Jorginho pede desculpas aos palmeirenses

jorginho e eduardo barroca; bahia (Foto: Jayme Brandão/Divulgação/EC Bahia)Jorginho comanda treinamento do Bahia
(Foto: Jayme Brandão / Divulgação / EC Bahia)

A saída de Luiz Felipe Scolari do comando do Palmeiras abriu duas importantes lacunas no clube paulista. Além do cargo de treinador, o Verdão procura também alguém que possa assumir a condição de ídolo da torcida a partir de agora. Bastou a demissão de Felipão ser confirmada para que a diretoria começasse a procurar nomes. O favorito? Um velho conhecido dos alviverdes: Jorginho.

Porém, apesar do desejo da direção e da aprovação dos torcedores, o acerto não aconteceu. Com contrato válido até dezembro com o Bahia, Jorginho vai fechar a temporada de 2012 em Salvador.

Apesar da negativa, e hoje rival do Verdão na luta contra o rebaixamento – o Tricolor baiano ocupa a 15ª posição com 28 pontos, oito a mais que os alviverdes, que estão na vice-lanterna –, Jorginho garante ter um carinho especial pelo clube paulista.

– Tenho um respeito muito grande. Somos profissionais e posso estar em outro clube algum dia, mas a forma de agir não vai mudar. Infelizmente peço desculpa por não ter como ajudá-los. Não tenho culpa. Espero um dia poder ajudar o Palmeiras e ser vencedor como o Felipão foi, e ter uma história legal no clube – disse o treinador, que ainda comentou sobre um dos motivos pelo qual não acertou com o Verdão.

Peço desculpa por não ter como ajudá-los. Não tenho culpa. Espero um dia poder ajudar o Palmeiras e ser vencedor como o Felipão foi"

Jorginho

– Fico muito feliz (com o carinho), quem não se sentiria assim? Mas eu sei que os torcedores entendem. Se eu fizesse a mesma coisa com o Palmeiras (deixar o clube) eles ficariam revoltados – completou.

Concentrado para a partida deste domingo, quando o Bahia recebe o Figueirense, no Pituaçu, o treinador reiterou que sua postura jamais será alterada, e garantiu foco total no Tricolor até o fim de seu contrato, em dezembro.

– Conversei com eles, mas tenho meus princípios e não abandonaria o barco sem autorização. Não aceito. Por mais carinho que eu tenha, por mais que eu goste, não posso me violar. Foi assim que eu me dei bem a vida inteira. Vou errar e acertar porque não sou infalível nem melhor que ninguém, mas tenho minha maneira de ser. Vivi a minha vida inteira assim e tenho o respeito das pessoas – explicou.

Para a partida de domingo, Jorginho espera apoio da torcida tricolor e encara o duelo com o Figueirense como uma verdadeira final de campeonato. Os catarinenses, que estão na 18ª colocação com 22 pontos, são rivais diretos contra a degola.

– É uma final mesmo. Do 12º para baixo todos estão no mesmo barco. Duas ou três derrotas colocam tudo por água abaixo. Temos de encarar como uma decisão. Estamos jogamos no limite máximo e temos de recuperar – completou.

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