A estreia de Caio Júnior como técnico do Bahia não poderia ter sido melhor. Ele não só comandou a equipe na vitória por 2 a 0 sobre o Palmeiras, na Arena Barueri, como também quebrou um histórico ruim dos últimos comandantes tricolores e ainda deu à torcida a alegria de, enfim, ver o time longe da zona de rebaixamento. O treinador admitiu a superioridade dos donos da casa em chances de gol, mas elogiou a postura corajosa de seus jogadores.
– Foi um jogo de entrega, com alma, e é isso que a torcida quer ver. Um time que não ficou se defendendo fora de casa. O Palmeiras teve mais volume, inclusive mais oportunidades e se saísse na frente não seria absurdo. Mas nós somos muito valentes. Quem entrou, entrou muito bem – analisou, em rápida entrevista coletiva após a partida.
No intervalo do jogo, Caio Júnior tirou Kléberson, por lesão, e colocou Magno. Ele também optou por substituir o lateral Gil, recém-promovido à equipe profissional, e que já havia recebido cartão amarelo, para colocar Diones. Ambos corresponderam e o Bahia conseguiu ampliar o perigo no campo de ataque em relação ao primeiro tempo.
Mas a substituição que realmente definiu o jogo foi a última promovida pelo novo treinador do Bahia. Ciro deu lugar a Lulinha no meio do segundo tempo: em sua primeira jogada, o meia, ex-Corinthians, sofreu pênalti. Souza converteu e colocou os visitantes em vantagem, desanimando a equipe palmeirense.
Embora o Tricolor tenha saído da zona de rebaixamento e saltado para a 15ª colocação do Campeonato Brasileiro, Caio Júnior sabe que terá trabalho e que a maratona de jogos deixará seu elenco exausto. Somente nos próximos dias, a equipe acumula confrontos com mais dois grandes clubes paulistas: Corinthians, no domingo, pelo Brasileirão, e São Paulo, na quarta, pela Sul-Americana.
– Teremos 10 jogos em 30 dias. Isso é só no Brasil. É impossível recuperar os jogadores e dar repouso. Eles (atletas) deveriam ser mais unidos contra isso. Não temos tempo – reclamou.
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