quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Arrependido, Jorginho pede desculpas à imprensa por ofensas

O técnico Jorginho mostrou nesta quarta-feira que a mão que bate é também aquela que afaga. Esta noite, durante o apagão que paralisou a partida entre Bahia e Itabaiana por alguns minutos, o treinador concedeu entrevista e pediu desculpas a toda imprensa pelos fatos ocorridos na última terça-feira, quando perdeu o controle durante uma coletiva e ofendeu um repórter que fazia a cobertura do clube no Fazendão.

- Quero aproveitar para pedir desculpas pelo que aconteceu. Não sei por que falei aquilo para Eduardo Oliveira [repórter da TV Bahia, afiliada local da Globo], que é um cara do bem. Quero pedir desculpas a ele e a toda coletividade da imprensa. Ainda mais para a Rede Globo, que todos os clubes do Brasil agradecem. Que isso morra aqui. Esse fato que aconteceu serviu para tirar a pressão dos jogadores, e passar todo para mim. Nós dependemos dessa emissora, do seu trabalho bem feito, e quem nunca errou que atire a primeira pedra – disse o técnico em tom de arrependimento.

Jorginho insultou o repórter Eduardo Oliveira logo após lembrar as especulações de sua possível saída para a seleção brasileira sub-20. O treinador questionou quem teria cravado a sua saída do Bahia. Acreditando ter sido o GLOBOESPORTE.COM, o técnico equivocou-se e acabou ofendendo o repórter.

- O cara cravou que eu ia sair, não cravou? Você está defendendo seu colega? Então vão à m... você e ele. Eu sempre trato todo mundo bem, com muito respeito. A diferença é essa. Eu não gosto quando o cara mente. E ele mentiu – disse o treinador na última terça, antes de sair da sala de imprensa.

As especulações sobre a possível saída de Jorginho do Bahia tiveram início no fim de janeiro. O treinador havia revelado, durante entrevista coletiva, que iria ao Rio de Janeiro para conversar com o presidente da CBF, José Maria Marin, e o presidente da Federação Paulista de Futebol, Marco Polo Del Nero. Após o encontro, ele não entrou em detalhes sobre a conversa.

- Eles não me fizeram convite. Foi uma conversa. Conversamos sobre várias coisas. Sobre meu trabalho na coordenação da base no Palmeiras. Sobre a perda do meu filho. Foram muitos assuntos. Claro que se falou de Seleção, mas não houve convite. Eles queriam me conhecer. Esse tipo de reunião deve acontecer com outros treinadores, e só depois disso deve ser feito o convite – disse o treinador à época.

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